Recomendações

Maior articulação entre oferta de serviços turísticos (animação e alojamento local) principalmente as pequenas medias empresas com as estratégias de turismo territoriais (municipais e intermunicipais) para a promoção da imagem do destino mais coerente. 

Qualificação dos pequenos médios empresários recentes no turismo para práticas sustentáveis, como personalização do serviço, redução de resíduos, entre outros.

O projeto PAGE e relação com turismo vem de uma oportunidade em que: Para isso torna-se necessária a identificação e sistematização do conhecimento tradicional existente nos sistemas agrícolas e alimentares destes territórios, a promoção da inovação associada aos mesmos, a sua transmissão inter-geracional e a construção de capital social para a sua promoção e comercialização através de uma rede multi-atores local composta por produtores, transformadores, empresários/as da restauração, alojamento e hotelaria, artesanato, cultura, animação turística, têxtil entre outros. 

Capacitar mulheres e jovens no meio rural implica reconhecer os seus saberes, criar espaços participativos de aprendizagem e decisão, promover inovação enraizada no território e fortalecer a ação coletiva, colocando a sustentabilidade da vida no centro. 

Reconhecimento e valorização do saber tradicional e da memoria biocultural. 

Rodas de saberes intergeracionais (inspiradas em Paulo Freire): mulheres e jovens como produtoras de conhecimento; Cadernetas de saberes/práticas (alimentação, agricultura, transformação), construídas coletivamente; Linhas do tempo comunitárias para recuperar memórias agrícolas, alimentares e de resistência; Photovoice e fotografia anotada para dar visibilidade ao trabalho invisível, sobretudo feminino; 

Capacitação crítica e práticas: Oficinas práticas (hands-on): transformação alimentar, conservação, agroecologia, economia circular, turismo sustentável; Formação em direitos e políticas públicas (PAC, apoios a jovens agricultores, igualdade de género); Literacia económica e organizacional: custos, preços justos, cooperativismo, modelos simples de negócio; Aprendizagem baseada em problemas reais da comunidade. 

Juventude como agente de inovação territorial (Laboratórios vivos (Living Labs) em contexto rural, cruzando tradição e inovação; Mentorias cruzadas: mulheres agricultoras e jovens (saberes tradicionais + competências digitais); Projetos escolares/comunitários ligados ao território (hortas, pão, leite, pastoreio; memoria biocultural; paisagens agrícolas e alimentares).

Fortalecimento da ação coletiva : Criação de redes de atores locais de preferência com mulheres agricultoras (formais ou informais); Espaços comunitários de encontro (ex.: antigas escolas, fornos, moinhos) como centros vivos; Troca de sementes, produtos e conhecimentos como prática regular. 

Governança participativa: mulheres e jovens nos processos de decisão local